Um bem-humorado mergulho na própria história, resultando em críticas elogiosas, longas temporadas e prêmios. É levando ao palco esta história que o ator Mouhamed Harfouch chega a São Bento do Sul no dia 12 de setembro, quando apresenta o espetáculo autobiográfico “Meu Remédio” na Sociedade Desportiva Bandeirantes, às 19h. Vencedor do Prêmio FITA na categoria Melhor Dramaturgia — em uma edição em que recebeu também indicações de Direção e Melhor Ator — e do Prêmio Arcanjo de Teatro Solo, a peça integra a terceira edição do Projeto Diversão e Arte ArcelorMittal.
Os ingressos solidários estão disponíveis ao público desde 29 de agosto por meio do site e app do Sympla, mediante a doação de 3 kg de alimento não perecível (exceto sal e açúcar). A doação de alimentos (obrigatória), que acontecerá no dia do espetáculo, será destinada à Associação Aprisco, casa de acolhimento excepcional e provisório para crianças e adolescentes, e à Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas).
Escrita, produzida pelo próprio Mouhamed, com direção de João Fonseca, “Meu Remédio” surgiu a partir do desejo do ator de revisitar sua trajetória e compreender a relação com seu próprio nome.
Entre música ao vivo, humor, passagens biográficas e momentos de introspecção, Harfouch resgata memórias da infância e da juventude, marcadas pela herança síria do lado paterno e pela ascendência portuguesa da família materna, além de experiências de pertencimento e aceitação no Brasil dos anos 1970. Essa combinação de delicadeza e comicidade estabeleceu uma conexão rápida com o público, tornando “Meu Remédio” um dos solos mais elogiados do último ano.
A criação do texto começou durante as gravações da novela “Órfãos da Terra”, quando o ator foi levado a reaproximar-se de suas raízes. O processo se intensificou durante a turnê da peça “Quando Eu For Mãe Quero Amar Desse Jeito”, ocasião em que o artista percebeu que aquele mergulho emocional precisava ganhar forma no palco.
A escrita se desenrolou ao longo de meses, acompanhada do desafio de assumir simultaneamente a atuação e a produção do próprio espetáculo, uma escolha que exigiu maturidade e segurança artística. O olhar cuidadoso do diretor João Fonseca foi fundamental para equilibrar espontaneidade, humor e emoção, permitindo que a narrativa pessoal dialogasse com questões universais e atemporais.
Agende-se
– 12 de setembro – sábado, às 19 horas
– Sociedade Desportiva Bandeirantes
– Classificação: 10 anos
– Duração: 75 minutos
– Ingressos solidários, com doação de 3 kg de alimentos, podem ser retirados neste link.



