“Estou realmente muito feliz por conseguir escrever meu nome na história do triathlon brasileiro e do mundo”. A fala é da são-bentense Djenyfer Arnold. E, quando ela diz isso, é porque a frase traduz tudo o que ela vem conquistando. O mais recente feito ocorreu no último domingo (26), quando foi campeã do IronMan 70.3, em Brasília.
Por lá, ela completou os 113 km (70,3 milhas), que incluem 1,9 km de natação, 90 km de ciclismo e 21,1 km de corrida, em 3h55min41s. O tempo entrou para a história da modalidade como a quarta melhor marca feminina do mundo na distância e a melhor nos 20 anos do circuito Ironman 70.3 no Brasil, consolidando seu nome entre os principais da modalidade.
“Poder escrever o nome na história do esporte que você faz é algo incrível, é deixar um legado. Muitas vezes escutei que eu era só uma peça para a confederação, que, assim que parasse, viriam outras atletas no meu lugar e ninguém mais falaria ou lembraria de mim, que o ciclo era esse. Hoje eu posso estufar o peito e dizer que meu nome vai ser lembrado, sim. Só 11 mulheres na história do triathlon conseguiram o feito de baixar de 4 horas nessa distância. Eu sou uma delas e tenho o quarto tempo mais rápido da história”, diz, emocionada.
E esta não é a primeira vez que Arnold é campeã do Ironman. A primeira vitória veio no ano passado, justamente em Brasília, quando fez sua estreia. Desde então, também venceu em Florianópolis e São Paulo. Com o resultado de domingo (26), tornou-se tetracampeã do Ironman 70.3. “Eu realmente gostei muito da distância. Acredito que o fato de conseguir performar bem ajuda muito. Mas, desde a primeira vez que fiz, que foi em Brasília no ano passado, me senti mais confortável na zona de fazer força. Parece que realmente me encontrei nessa distância”, sorri.
Atuação dominante
No domingo (26), a prova reuniu cerca de 1,5 mil inscritos, entre atletas profissionais e amadores, vindos de várias partes do país e até do exterior. A são-bentense de 33 anos teve uma atuação dominante do início ao fim. Djenyfer mostrou consistência nas três modalidades, a natação, ciclismo e corrida, mantendo a liderança durante toda a disputa e abrindo ampla vantagem sobre as adversárias, cruzando a linha de chegada em 3h55min41s.
Com mais uma medalha de ouro para sua coleção vitoriosa, os dias pela frente serão de muito treinamento. Agora ela embarca para a França, onde fará 15 dias de treinamento em altitude, antes de seguir para o Japão, onde inicia as provas na distância olímpica pelo Circuito Mundial de Triatlo, de olho na vaga para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.
“Agora minha vida vira uma loucura de competições em busca dos pontos olímpicos. A cada 15 dias estarei viajando para uma nova etapa do mundial, começando em Yokohama. Na sequência vem Alghero, Quebec, Hamburgo e Londres, e aí sim retorno para o Brasil, em agosto”, encerra.





