Nascida em Corupá e radicada em Rio Negrinho, a artista Astrid Lindroth, de 74 anos, será condecorada nesta segunda-feira (24) com a Medalha Cruz e Sousa, uma das principais honrarias culturais de Santa Catarina. A premiação, concedida pela Fundação Catarinense de Cultura, destaca personalidades que contribuíram de forma significativa para a arte, literatura e cultura do Estado. A solenidade acontece no Teatro Álvaro de Carvalho, em Florianópolis.
Astrid celebra o reconhecimento após mais de cinco décadas dedicadas à arte. “Acho que é um reconhecimento em vida. Fiquei realmente feliz. Sempre batalhei, participei de muitos movimentos e projetos pelo Estado, e esse prêmio chega na hora certa”, disse. Ela conta que não sabia da escolha e que ficou ainda mais emocionada ao saber que Rio Negrinho também foi lembrada. “Levo comigo o nome de Rio Negrinho e de todos os artistas que lutam para manter a arte viva”, afirma.
Instituída em 1994, a Medalha Cruz e Sousa é entregue anualmente e homenageia nomes que fortalecem a identidade cultural de Santa Catarina. Além de Astrid, também serão condecorados Albertina Tuma, Fábio Garcia, Margit Olsen, Plinio Verani, Rosimere da Rosa Rocha, Yves Goulart, Osnildo Amorim (In Memoriam) e o Grupo Tejo.
A trajetória da artista inclui mais de 200 exposições no Brasil e no exterior, forte atuação no pontilhismo, gestão cultural e participação ativa na formação de novos artistas em Rio Negrinho. Desde 2005, mantém o Astrid Espaçoarte e possui obras em acervos como o Museu de Arte de Joinville (MAJ) e o Museu de Arte de Blumenau (MAB). Também integra a Academia de Letras do Brasil – Seccional Rio Negrinho, ocupando a cadeira nº 5. Neste ano, foi nomeada Embaixadora Cultural da Paz e prepara a exposição comemorativa “Releituras do Tempo – 50 Anos de Arte”.






