Durante uma reunião realizada nesta quinta-feira (4) entre vereadores, assessores e a direção da Câmara de São Bento do Sul, ficou definida a revogação do processo licitatório que previa a contratação de vigilância armada para a Casa de Leis. O edital, que estimava um gasto aproximado de R$ 390 mil por ano, gerou ampla repercussão negativa nas redes sociais e críticas de veículos de imprensa, incluindo A Gazeta.
A polêmica ganhou força durante a sessão de terça-feira (2), quando parlamentares afirmaram não ter sido consultados previamente pelo presidente do Legislativo, Gilmar Pollum (PL). Na ocasião, Pollum defendeu a proposta, argumentando que a Câmara já havia adotado segurança armada em outros momentos e que a medida também buscaria proteger o público que frequenta o local, incluindo a Procuradoria da Mulher. Apesar disso, já havia sinalizado a possibilidade de revisão do edital.
Na Palavra Livre, os vereadores Joelmir Bogo (União Brasil), Luiz da Luz (PL), Vilson da Silva (PL), Zuleica Voltolini (PP) e Terezinha Dybas (PSD) manifestaram-se contra a adoção do modelo armado. As críticas se concentraram na ausência de diálogo interno e na falta de justificativa diante do contexto local.
Luiz da Luz ressaltou que São Bento do Sul figura entre as cidades mais seguras do Estado e do país. “Acredito que o momento não é oportuno e que não há necessidade alguma de se investir valores extremamente significativos”, afirmou.
Terezinha Dybas foi direta ao sugerir a revogação da licitação. “Sou contra a vigilância armada. A vigilância desarmada é suficiente. Somos a cidade mais segura de Santa Catarina e a quarta mais segura do Brasil, então não vejo necessidade”, declarou.
Pedido por mais diálogo
O vereador Vilson da Silva (Vilsinho) ampliou o debate e criticou a condução do tema pelo presidente da Casa. “Os vereadores não foram ouvidos em nenhum momento. Presidente, volte a conversar com os vereadores. Vamos começar 2026 com mais diálogo”, pediu.
Ele também destacou a importância de ampliar as discussões sobre segurança pública no município, citando especialmente o ambiente escolar, e defendeu uma integração maior entre Legislativo, comunidade e órgãos de segurança.




