Recente ocorrência fatal no Acesso Oeste, nas proximidades do viaduto de Oxford, levantou uma série de questionamentos com relação às estruturas implantadas entre a rodovia e a calçada. Um desses dispositivos teria sido determinante no caso que culminou na morte de uma motociclista de 57 anos.
O assunto foi abordado pela vereadora Cátia Friedrich (PSD), que postou um vídeo criticando a falta de ações concretas do governo estadual no trecho. A parlamentar afirma que, em meados do ano passado, já havia solicitado melhorias em alguns locais, englobando inclusive tais “pontos excedentes”, como ela denomina as estruturas.
Em carta encaminhada para A Gazeta, o leitor João Renato Schwedler citou que os “avanços” feitos em concreto não cumprem uma função clara e prejudicam a segurança. “Já perguntei anteriormente: para que serve aquilo? Só tem uma resposta: atrapalhar o trânsito e provocar acidentes”, escreveu, sugerindo que o Estado retire as estruturas do trecho.
Nas redes sociais de A Gazeta, inúmeros foram os comentários após a ocorrência. “Mais quantas vidas serão necessárias perder para alguém tomar as providências?”, questionou um internauta. “Não tem lógica essa calçada ser assim na rodovia”, apontou outro. “Isso é de uma irresponsabilidade tamanha”, pontuou um terceiro. “Qual seria a função desse pedaço de calçada inútil ali?”, perguntou mais um internauta.
O que diz o Estado
A Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade (SIE) informou nesta semana que o dispositivo existente às margens da Rodovia Acesso Oeste não é uma intervenção recente. “Registros de imagens disponíveis indicam que a estrutura já estava implantada pelo menos desde 2011”, citou a administração estadual, por meio de sua assessoria.
“A função original dessas extensões laterais da calçada era reduzir a distância que o pedestre precisa percorrer para atravessar a rodovia, funcionando como um avanço do passeio em direção à pista. Esse tipo de solução é utilizado para facilitar e tornar mais segura a travessia de pedestres. No entanto, ao longo do tempo, a faixa de pedestres acabou sendo implantada em um ponto diferente daquele inicialmente previsto para essa estrutura”, prossegue.
Readequação
Diante da ocorrência registrada no local e das manifestações da comunidade, a SIE admite que vai “avaliar alternativas para melhorar a segurança da travessia”, conforme palavras da assessoria estadual. “Entre as possibilidades em estudo estão a adequação da sinalização existente, a transferência da faixa de pedestres para o ponto correspondente à estrutura ou ainda a implantação de uma faixa elevada no local, o que exigiria a readequação da travessia atualmente existente”, declarou.
A secretaria finalizou: “A SIE reforça que as alternativas serão analisadas tecnicamente para definir a solução mais adequada para aumentar a segurança de pedestres e motoristas naquele trecho da rodovia”.





