Alunos da Escola Baselisse criam jornal escolar e vivem rotina de repórteres em São Bento do Sul

Quatro estudantes deram vida ao Jornal da Base para informar a comunidade

• Atualizado 1 meses atrás.

Estudantes que são responsáveis pelo Jornal da Base (Foto: Zuciane Peres / A Gazeta)

Na Escola Baselisse Carvalho Ramos Virmond, no bairro Colonial, quatro alunos transformaram a curiosidade em notícia. Álvaro Schroeder, Arthur Rudnick, Stefany Milde e Emilly Krauss são os responsáveis pelo Jornal da Base, um projeto que nasceu de uma conversa do Grêmio Estudantil e hoje mantém toda a comunidade escolar informada. Inclusive, é o próprio grupo que prepara as reportagens e entrevistas, com o aval da coordenadora, Suelen Lisboa. “A gente já tinha a ideia de ter o jornal no ano passado, só que nossa ideia era fazer um vídeo e postar nos grupos da escola. Só que o Grêmio não tinha tanta organização e estrutura, acabou não dando certo. Este ano tivemos a ideia de novo e deu certo”, explica Emilly.

E se deu certo, foi porque Suelen, que atua como professora de artes na escola, assumiu a coordenação do Grêmio e deu o incentivo principal, além do suporte necessário para tirar o projeto do papel. O intuito, desde o começo, foi criar um meio para que pais, alunos e professores fiquem informados sobre as atividades que ocorrem no ambiente escolar, pois, como reforça Suelen, há turmas que não sabem o que as outras fazem ao longo do mês. A proposta do jornal serviu, inclusive, para unir ainda mais a escola. “Eu, pelo menos, sempre via a necessidade, porque havia coisas que aconteciam na educação infantil e que os anos finais não sabiam. São muitas atividades legais, que os professores realizam em sala e ninguém tinha acesso a isso. Agora, com o jornal, todos têm acesso”, menciona Lisboa.

Vida de repórter
O Jornal da Base é publicado mensalmente, e a primeira edição surgiu em março. Como não há recursos para imprimir cópias para os cerca de 450 alunos que frequentam a escola, o quarteto começou produzindo o material em PDF e compartilhando nos grupos da escola. Para a diagramação das páginas, utilizam a plataforma gratuita de design gráfico Canva, onde organizam textos, fotos e ilustrações.

Para dividir as reportagens, é a própria coordenadora quem escolhe os temas e os compartilha com Álvaro, Arthur, Stefany e Emilly. Muitas vezes, os estudantes também trazem pautas que desejam abordar, acompanhando as atividades do pré até o nono ano. E algo em que os quatro foram unânimes foi afirmar que o projeto os ajudou a escrever melhor e a desenvolver mais organização.

“Eu era meio ruinzinha em escrever textos, mas fui pegando o jeito e agora consigo. Tem aqueles tópicos, tem o início, precisa ter meio e fim. E agora consigo escrever melhor”, diz Stefany. Os textos são elaborados no contraturno escolar, quando eles se encontram na sala de informática da escola para escrevê-los. Dependendo da demanda, também levam os trabalhos para casa. Cada estudante chega a produzir entre um e dois textos para o jornal.

Conforme a coordenadora, para não sobrecarregar a rotina, tudo é sempre conversado e decidido em conjunto pelos jovens repórteres. “Eu tenho que ver também que não posso dar para eles um monte de coisas, porque eles também são alunos. Eles também precisam de descanso e têm outros compromissos, outras atividades”, relata.

Plataforma
Se antes o jornal era compartilhado em formato PDF, desde julho eles vêm utilizando a plataforma Issuu. A mudança facilitou a distribuição, pois agora o material é enviado aos grupos da escola por meio de um link. Porém, como utilizam a plataforma de forma gratuita, cada edição precisa ter no máximo 10 páginas, número limite oferecido pelo serviço. O próximo jornal já está quase pronto e ficará disponível no dia 30.

O combinado entre eles é preparar o jornal até o último dia de cada mês, reunindo as informações que ocorreram ao longo do período. Nesta edição, haverá notícias sobre a semana especial do Dia das Crianças, do Dia dos Professores e até sobre a visita que uma turma fez aos Correios, além de outras pautas. Outro acordo entre os quatro é que a cada edição, um fará a matéria especial que será a capa. “Todos já passaram pela capa”, detalha. E não é apenas na escrita que os estudantes estão se aventurando. Em alguns casos, eles também produzem reportagens em vídeo, que são compartilhadas no Instagram da escola.

Inspiração
Quando a ideia do jornal escolar surgiu, A Gazeta foi uma das inspirações para os estudantes. Eles chegaram a folhear as edições e observar como o conteúdo é preparado, desde a escolha das pautas até a forma de diagramação. Inclusive, algumas ideias de seções e estilos de texto nasceram a partir dessas observações.

“Lembro que, quando começou o jornal, fui na casa da minha avó para ver os jornais guardados e percebi que tudo era bem escrito, sem muita cor. A professora falou que a gente não poderia colocar tanta informação, porque é um jornal, não uma revista. Precisa ser feito de um jeito que o público entenda”, conta.

Até mesmo a coluna Variedades, que A Gazeta tem, eles pretendem inserir no Jornal da Base, com caça-palavras e charges. E agora, atuando desde março como “repórteres”, a semente do jornalismo vem, aos poucos, nascendo na vida dos jovens são-bentenses. Quando presenciam alguma situação, eles já imaginam a forma como poderiam escrever a notícia. “A gente vê as coisas com mais informação”, encerra Emily.

Últimas notícias

Ilustração do signo de Capricórnio em um fundo verde
Ilustração do signo de Áries em amarelo em um fundo preto
morterodovia2
cenas-de-sexo-explicito-e-automutilacao-com-criancas-ao-vivo-expoem-crime-grave-em-sc
jaguaratica

Mais lidas

Komprão Oxford - Chris (3)
grave acidente (2)
Acidente rio vermelho povoado
WhatsApp Image 2025-11-21 at 17.08
AULAS - Cristiano Estrela Divulgação

Notícias relacionadas