O serviço de acolhimento familiar de Campo Alegre completou 18 anos de atuação e segue como uma das principais políticas públicas de proteção à infância no município. Atualmente, três crianças estão acolhidas, mas a demanda pode variar rapidamente, conforme decisões judiciais.
Segundo a psicóloga Danielle Almeida da Guia, o acolhimento familiar é uma medida temporária de proteção, diferente do processo de adoção. “A primeira coisa é não ter a intenção de adoção, pois são dois serviços distintos”, enfatiza.
O programa atua em três frentes: a medida de proteção, a suspensão do poder familiar e a destituição definitiva. “Quando ocorre a destituição, todas as crianças se tornam passíveis de adoção. No caso dos adolescentes, a decisão também passa pela vontade deles”, explica Danielle.
Assim que a criança é afastada da família de origem, ela passa por uma série de avaliações médicas, psicológicas e sociais. “São feitos exames, verificadas vacinas, situação escolar e acompanhamento psicológico, quando necessário”, detalha a psicóloga.
Os primeiros 30 dias com a família acolhedora são considerados cruciais para a criação de vínculos seguros. “Questões como sono e alimentação precisam de muita atenção”, afirma Danielle, lembrando que muitas crianças chegam com medo da escassez de comida.
A assistente social Daniela Ramos Schlickmann reforça que o serviço depende diretamente da disponibilidade das famílias. “Algumas adoecem, outras mudam de rotina, e tudo isso é respeitado. Mas sempre precisamos de mais famílias”, pontua.
Para participar do programa, é necessário procurar a Secretaria de Assistência Social, não possuir antecedentes criminais, não estar inscrito para adoção e compreender que o acolhimento é temporário. “Funciona como uma ponte até a adoção ou o retorno à família de origem”, resume Danielle.
Conheça a história do casal que já acolheu mais de 50 crianças em Campo Alegre.





