A execução das obras de revitalização da Avenida São Bento entrou de forma mais intensa na agenda da Associação Empresarial de São Bento do Sul (Acisbs). Nas últimas semanas, a entidade tem recebido questionamentos de empresários e associados sobre diferentes aspectos do projeto e ampliou as tratativas com o poder público em busca de informações, esclarecimentos e encaminhamentos.
A atuação ocorre em diferentes frentes. O Núcleo de Desenvolvimento Urbano da Acisbs realizou reuniões para levantar os principais pontos relacionados ao projeto e, posteriormente, protocolou junto ao poder público um documento técnico com observações, considerações e questionamentos sobre as intervenções em execução.
Entre os pontos levantados pelo Núcleo de Desenvolvimento Urbano estão questões relacionadas à capacidade e à fluidez da via após a implantação das novas soluções viárias. A entidade busca informações sobre quais estudos de tráfego e simulações de fluxo subsidiaram decisões como a redução de faixas, implantação de canteiros, travessias e semáforos. Também questiona como essas soluções devem funcionar em situações de acidente, pane mecânica ou parada de ônibus, situações que podem interferir diretamente na circulação.
Empresas e logística
Um dos pontos de maior interesse para a Associação Empresarial está relacionado aos acessos aos estabelecimentos instalados ao longo da avenida. O documento questiona se foram realizados estudos para verificar o giro e as manobras de veículos de maior porte, como carretas, caminhões-tanque, bitrens, ônibus e veículos de entrega. A preocupação é compreender como a nova geometria da avenida, os canteiros, desníveis ou eventuais restrições de manobra podem interferir nas operações de carga e descarga, entrada e saída de veículos e funcionamento dos empreendimentos.
Para a Acisbs, esse aspecto é particularmente relevante porque a Avenida São Bento não é apenas uma via de circulação. Ela concentra empresas, comércio e serviços que dependem de acessibilidade e logística para manter suas atividades.
Respostas técnicas
A posição apresentada pelo Núcleo de Desenvolvimento Urbano ressalta que o documento não tem como objetivo simplesmente apontar problemas ou estabelecer críticas à intervenção. A proposta é promover uma troca de ideias e um diálogo técnico entre profissionais de diferentes áreas, contribuindo para uma análise mais ampla das intervenções, dos impactos e das soluções adotadas.
O presidente da Acisbs, Leonardo Celeski, afirma que a entidade tem buscado transformar as demandas recebidas dos associados em questionamentos objetivos ao poder público. “Diversos associados nos procuraram referente ao andamento das obras, à situação dos canteiros e ao impacto que estão sofrendo em seus negócios. Nós, como entidade, estamos trabalhando para trazer o máximo de informações e prazos, nos reunindo com o poder público para buscar respostas, verificar quais são as responsabilidades de cada órgão e das empresas envolvidas neste grande projeto”, relata.
Reunião marcada
Durante uma reunião entre integrantes da diretoria da Acisbs e o prefeito Antonio Tomazini, na terça-feira (29), o tema já esteve entre os assuntos apresentados pela entidade. Durante o encontro, o prefeito informou que a equipe interna da Prefeitura seria mobilizada para discutir os encaminhamentos necessários.
Além disso, está prevista para a próxima quinta-feira, dia 8, na sede da Acisbs, uma reunião envolvendo integrantes da entidade e representantes da equipe técnica da Prefeitura. A reunião é restrita aos integrantes do núcleo e a diretoria da entidade.
Confira os questionamentos sobre ciclovia, transporte coletivo e infraestrutura na edição impressa desta sexta-feira (2).





