O clima na Câmara de Vereadores são-bentense deu uma esquentada, terça-feira (26), durante discussões quanto à votação dos pedidos para instauração dos processos de cassação dos mandatos do vereador César Godoy (PSB) e do vice-prefeito Márcio Dreveck (PP). O rito sobre como devem tramitar os casos foi apresentado pelo presidente Peter Kneubuehler (PP), mas veio recheado de críticas dos vereadores da oposição. Especialmente quanto à demora para abertura dos processos.
Primeiro a falar, o vereador Daguimar Nogueira (PSB) chegou a dizer que o mais correto seria Godoy e Dreveck renunciarem aos seus mandatos, poupando o Legislativo de ter que instaurar um processo que pode demorar 90 dias. Outros vereadores, como Fernando Mallon (MDB), Edimar Salomon (PP) e Jairson Sabino (PSDB), seguiram na mesma linha, criticando a morosidade do processo. Salomon ainda criticou o fato do vice-prefeito, mesmo afastado, ainda estar recebendo salário.
Após as discussões, ficou definido que na sessão de quinta-feira (28) os dois pedidos de instauração dos procedimentos de investigação serão colocados para votação. Apesar de ainda existirem dúvidas sobre o rito – se votação simples, precisando de 6 votos; ou maioria absoluta com 2/3, precisando 7 votos – os dois procedimentos serão postos para votação. Caso seja aprovada a abertura da investigação, comissões serão formadas e os relatórios devem ser votados em até 90 dias. Só após isso Dreveck e Godoy poderão ter seus mandatos cassados.
A informação foi publicada na coluna Panorama Político desta quarta-feira (27).



