5 dicas práticas para sair do vermelho até dezembro

Confira orientações para reorganizar as finanças mesmo com a renda limitada

• Atualizado 9 meses atrás.

Mulher sentada no chão, olhando para cartão na mão e segurando celular
O pagamento das dívidas não deve ultrapassar 30% da renda líquida (Imagem: Lyubov Levitskaya | Shutterstock)
Mulher sentada no chão, olhando para cartão na mão e segurando celular
O pagamento das dívidas não deve ultrapassar 30% da renda líquida (Imagem: Lyubov Levitskaya | Shutterstock)

Em junho de 2025, o Brasil registrou 71,28 milhões de pessoas inadimplentes, o maior número desde o início da série histórica da CNDL/SPC Brasil (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas / Serviço de Proteção ao Crédito). Esse dado representa 42,9% da população adulta, revelando um cenário preocupante que recoloca o endividamento no centro das discussões sobre economia e bem-estar financeiro.

Para ajudar quem está no vermelho a dar os primeiros passos rumo ao equilíbrio financeiro, a economista e coordenadora do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Santa Marcelina, Enivalda Alves da Silva Pina, elenca orientações práticas e realistas que ainda podem ser aplicadas até o fim do ano. Confira!

1. Mapeie todas as dívidas

Segundo Enivalda Alves da Silva Pina, o primeiro passo é ter um diagnóstico claro da situação. “É essencial mapear todas as dívidas, ou seja, valores, prazos, juros, além das fontes de renda e despesas fixas e variáveis. Isso permite entender o tamanho do problema e montar um orçamento realista”, afirma. O objetivo nesse momento não é pagar tudo de uma vez, mas construir uma base de organização e priorização.  

2. Disciplina e constância  

Mesmo com renda limitada, a economista afirma que é possível sair do vermelho com disciplina. “Renegociar dívidas, cortar gastos não essenciais, gerar renda extra e focar as dívidas com juros mais altos são ações que têm efeito direto. Pode parecer pouco no início, mas a consistência muda tudo”, destaca.

Mulher sentada no chão, olhando para cartão na mão e segurando celular
O pagamento das dívidas não deve ultrapassar 30% da renda líquida (Imagem: Lyubov Levitskaya | Shutterstock)

3. Atenção com o pagamento das dívidas

Outro ponto importante é saber como priorizar o pagamento de dívidas sem comprometer o sustento mensal. “O ideal é não ultrapassar 30% da renda líquida com o pagamento de parcelas. Negociar acordos com prazos mais longos e juros mais baixos é sempre melhor do que deixar acumular ou recorrer ao crédito caro”, explica.

4. Cuidado com as armadilhas

Enivalda Alves da Silva Pina também alerta para o que deve ser evitado: “Não use o cheque especial nem pague apenas o mínimo do cartão de crédito. Isso é armadilha. Também não adianta pegar empréstimos mais caros para pagar outras dívidas. Só vale a pena se for um crédito com juros significativamente menores e com planejamento”, reforça.

5. Hábitos simples e eficazes

Para quem quer virar a chave ainda este ano e começar 2026 com a vida financeira sob controle, a economista sugere hábitos simples que, se colocados em prática desde agora, geram impacto real em poucos meses:

  • Anote todos os gastos diariamente para saber para onde vai cada centavo;
  • Negocie dívidas e priorize as com juros mais altos, como cartão e cheque especial;
  • Corte ou renegocie serviços fixos, como internet e telefonia, buscando alternativas mais baratas;
  • Evite o uso do crédito rotativo e não parcele compras sem necessidade;
  • Busque educação financeira gratuita, como vídeos, podcasts e conteúdos acessíveis para mudar sua relação com o dinheiro.

Por Nágila Pires

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